27 de abril de 2014
Em uma segunda-feira, feriado nacional, o ônibus saia do Rio de Janeiro com destino a Ouro Preto. Na primeira fileira um casal com aproximadamente 70 anos e aconchegante sotaque mineiro embarcava às 7h30. A senhora indicava a poltrona, sentando do lado do corredor. Ao lado de fora um outro casal, a filha e seu acompanhante - suponho namorado/marido. Como dizem, quando chegamos a velhice parece que voltamos a infância. A filha espera o ônibus seguir para dar o último tchau, como seus pais deviam fazer nos seus passeios da escola. Os papéis estavam invertidos e com um olhar de saudade a moça estava. Do lado de dentro a mãe dizia que ligaria quando chegasse. O simpático senhor disse: Ele é muito legal e disse que está apaixonado por ela - o carinho era visível nos olhares do maduro casal. O motorista entrou e avisou da partida. Motor ligado, a despedida começou junto aos beijos enviados. Do lado de fora, mas sentindo o abraço dos pais, a mulher chorava e o namorado/marido a abraçava. Até breve, dizia a mãe que terminou dizendo que apesar da demora do ônibus, a despedida é melhor do que na viagem de avião. Entre o vidro circulam histórias, chegadas e partidas.
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