O vento frio que entrava pela fresta aberta da janela tocava
sua pele de forma minuciosa. O arrepio subia por todo seu corpo até se acolher
entre as cobertas. A música tocava e mais nada conseguia ouvir – a não ser o barulho
da chuva, a melhor parte do seu dia. Relembrava as conversas da semana. Percebeu quantas besteiras deve ter falado. O que pensou em dizer continua armazenado
esperando o momento em que o medo nada será. Não só o medo, já que em certos
momentos perde os sentidos. Então imaginou tais conversas se dissesse o que
queria. Criou diálogos e expectativas. Foi dormir. Acordou achando que tudo não
passou de um sonho. Seguiu mais um dia sem saber o que fazer (a espera do momento
de no seu quarto inventar mais um dia).
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