18 de dezembro de 2013
Antagonismo
Enquanto desembaraçava as pontas do cabelo, você do outro lado da cama dizia que estava tudo bem. As recordações já se foram -para um lugar secreto, porque se elas desaparecessem, ah, quão mais bela a vida seria! Você está no nono copo e ainda acha que tudo esta bem. Bem mal, talvez você tentasse dizer, pena que não sabe se expressar direito. Tão cheio de vazio, anulava qualquer esperança de um ser, e eu não sei o que fui achar em você. Já bastava um olhar seu para o meu despedaçar e eu desacreditar em mim por acreditar em você. Deitei e no silêncio busquei razões para a felicidade. Seus carinhos, tão raros mas intensos, tocaram meu corpo de uma forma tão real que abri os olhos. Ilusão de iludida. Fechei-os e retornei a pensar no início, me dei conta que há um mês te conheci, e o que você faz aqui? Se eu soubesse quem sou eu consideraria essa pergunta justa, mas se eu não sei quem eu sou, para que saber quem você é? Necessidade de necessitada. Mas se eu deixasse isso passar seria cheia de vazio, como você, e de nada teria adiantado pensar nisso tudo. Parece que eu voltava ao início. Ah, a iludida cheia de necessidade. Vazia de amor, mas cheia de amor guardado para quando estiver cheia de vazio.
Iludida necessidade de amor.
3 de dezembro de 2013
Quero conversar
Falar sobre tudo
Falar sobre o mundo
Falar do perigo que é
Viver longe de tudo
Virada para o escuro
Do televisor ligado
Com o caos instalado
Mascarada de mim
Iludida por ela,
quadrada aquarela
Sem cor
Inibindo a dor
Entretendo nós, ator.
Falar sobre tudo
Falar sobre o mundo
Falar do perigo que é
Viver longe de tudo
Virada para o escuro
Do televisor ligado
Com o caos instalado
Mascarada de mim
Iludida por ela,
quadrada aquarela
Sem cor
Inibindo a dor
Entretendo nós, ator.
19 de novembro de 2013
Dançaria com você até a eternidade
Colada nos seus olhos
Desenhando nossos passos
Girando procurando a infinidade
(dos)
Tropeços nos próprios calos
Superados pelos abraços
Relevados pelos dobrados
Trilhados lado a lado
Passo a passo
Até a infinidade da eternidade
Colada nos seus olhos
Desenhando nossos passos
Girando procurando a infinidade
(dos)
Tropeços nos próprios calos
Superados pelos abraços
Relevados pelos dobrados
Trilhados lado a lado
Passo a passo
Até a infinidade da eternidade
7 de novembro de 2013
Discurso
Embriago-me
Não cesso minha sede
E já vem o ponto final
Aqueço-me
Com o movimento de seus lábios
Sílaba por sílaba
Mas já vem a palavra final
Intonações se unem
Ecoam em mim
E se reunem
Para anunciar meu fim
Não cesso minha sede
E já vem o ponto final
Aqueço-me
Com o movimento de seus lábios
Sílaba por sílaba
Mas já vem a palavra final
Intonações se unem
Ecoam em mim
E se reunem
Para anunciar meu fim
20 de outubro de 2013
Pelo simples fato de existir
desapareço entre as minhas vielas
Aquelas que você tanto tentou invadir
E feito isso,
coloco-me no local mais remoto
Desfaço-me em feixes de luz
que alcançarão grandes velocidades
até voltarem as vielas
[tão singelas
E como luz, me conduzirei ao brilho eterno
Que é findável quando te vê
Breu meu
Nosso vazio
Tão escuro aos seus olhos
Tão iluminado aos meus
desapareço entre as minhas vielas
Aquelas que você tanto tentou invadir
E feito isso,
coloco-me no local mais remoto
Desfaço-me em feixes de luz
que alcançarão grandes velocidades
até voltarem as vielas
[tão singelas
E como luz, me conduzirei ao brilho eterno
Que é findável quando te vê
Breu meu
Nosso vazio
Tão escuro aos seus olhos
Tão iluminado aos meus
De nada teria adiantado
Se o fim daquela noite
Tivesse sido distinto
De nada teria adiantado
Se seus olhos não
Tivessem se encontrado com os meus
De nada teria adiantado
Se eu em silêncio tivesse ficado
Adiantaria
Se eu nada
Tivesse escrito
pensado
fortalecido
naquele mundo que só eu tenho acesso
Se o fim daquela noite
Tivesse sido distinto
De nada teria adiantado
Se seus olhos não
Tivessem se encontrado com os meus
De nada teria adiantado
Se eu em silêncio tivesse ficado
Adiantaria
Se eu nada
Tivesse escrito
pensado
fortalecido
naquele mundo que só eu tenho acesso
"A poesia é tão vital para mim que ela chega a ser o
retrato de minha vida. Portanto, julgar minha poesia
seria julgar minha vida. E eu me considero um ser tão imperfeito..."
Vinicius de Moraes
retrato de minha vida. Portanto, julgar minha poesia
seria julgar minha vida. E eu me considero um ser tão imperfeito..."
Vinicius de Moraes
16 de outubro de 2013
Incômodo comum
A rua do patrão e do empregado
Inquieta fica na saída do trabalho
E o suado e batalhado
Vai embora num só penar
Arroz. Feijão. Mistura.
Substancial figura
Às cinco horas vai tomar a criatura
Café para conseguir madrugar
Lotação no vagão
Mas João
Continua sendo apenas mais um a vagar
Mas o coração,
De João
Continua sendo apenas mais um que já quer descansar
Inquieta fica na saída do trabalho
E o suado e batalhado
Vai embora num só penar
Arroz. Feijão. Mistura.
Substancial figura
Às cinco horas vai tomar a criatura
Café para conseguir madrugar
Lotação no vagão
Mas João
Continua sendo apenas mais um a vagar
Mas o coração,
De João
Continua sendo apenas mais um que já quer descansar
9 de outubro de 2013
Desconstrução do olhar
Minha paixão pela fotografia começou há um bom tempo atrás quando ganhei minha primeira câmera. Sua função era muito maior que registrar momentos, ela era usada em meu maior hobby da época, fotografar a natureza. Entre brincadeiras e inúmeras tentativas o tempo foi passando e no início desse ano fiz um curso de introdução a fotografia. Quando entrei e fui questionava sobre o porquê de estar ali só soube dizer que era para entender o funcionamento da máquina e conhecer as técnicas - mal sabia onde isso poderia parar. As aulas iam passando e cada vez mais vidrada e interessava eu ficava. Até agora não tirei fotos de 15 anos e também não fiz nenhum catálogo, mas guardo tantos ensinamentos...
"Muitas fotos de poucos assuntos", repetia incessantemente meu professor. À ele devo muita coisa, meus longos seis meses de férias passaram mais rápidos entre gravações e Premiere... Além disso, é um cara incrível que me pôs para refletir sobre muita coisa, obrigada Eddie.
Após isso o tempo passou, as aulas começaram e a câmera ficou em um canto sempre a espera de ser utilizada. Um dia desses parei em frente a grade da janela e comecei a observar e buscar um ângulo que gerasse uma boa fotografia. São 17 anos olhando para o mesmo objeto, se assim posso dizer, e nunca havia parado para observar as mil possibilidades que ela me proporcionava. Diante disso, pus-me a continuar a olhar e entreolhar. Em distintos dias e diversos cliques, resultaram seis fotos que com carinho as apresento...
(Acesse meu flickr e veja essas e outras fotos)
Não escrevi isso a toa. Quis chegar a esse importante ponto que trabalho em minha mente desde o fim do curso. Desconstrução do olhar. Desconstrução do hábito, do provável, do esperado... Assim como me coloquei em uma posição diferente do comum em relação a grade, tente pensar como anda sua vida e se essa realidade tem sido posta em prática. Não é meu interesse ficar dando lição de moral, conselhos ou algo do tipo. Gostaria de repassar esse estímulo a outros. Portanto, se você nunca parou para refletir sobre, talvez seja a hora. Comece desconstruindo seu pensamento, estereótipos e repensando aquelas informações que são passadas a você e absorvidas imediatamente. Observe os lugares e valorize as emoções e histórias que neles estão agregadas, assim como em suas amizades e família. A ideia fica cada vez mais incorporada a você e sem perceber você passa a buscar o novo dentro de algo monótono e habitual. O exercício é fácil e colabora para a construção de uma nova e finita vida - até você reconstruí-la e concluir que esse é um dos seus lados positivos.
Playlist da criação
(Para quem tem vontade de conhecer um pouco do que eu escuto, aí vai...)
Sambinha Bom - Mallu Magalhães
Desmentindo a Despedida - Vanguart
Demorou Pra Ser - Vanguart
Por Que Nós - Marcelo Jeneci
Vou Mandar Pastar - 5 a Seco
Elephant Gun - Beirut
Por Botafogo - Cícero
Eu não tenho um barco, disse a árvore - Cícero
Imaginário - Markus Thomas
Oh my love, my love - Paulinho Moska
Por Causa Dela - Passo Torto
Como Nos Meus Sonhos - Phill Veras
Shot - Pitanga em pé de Amora
"Muitas fotos de poucos assuntos", repetia incessantemente meu professor. À ele devo muita coisa, meus longos seis meses de férias passaram mais rápidos entre gravações e Premiere... Além disso, é um cara incrível que me pôs para refletir sobre muita coisa, obrigada Eddie.
Após isso o tempo passou, as aulas começaram e a câmera ficou em um canto sempre a espera de ser utilizada. Um dia desses parei em frente a grade da janela e comecei a observar e buscar um ângulo que gerasse uma boa fotografia. São 17 anos olhando para o mesmo objeto, se assim posso dizer, e nunca havia parado para observar as mil possibilidades que ela me proporcionava. Diante disso, pus-me a continuar a olhar e entreolhar. Em distintos dias e diversos cliques, resultaram seis fotos que com carinho as apresento...
(Acesse meu flickr e veja essas e outras fotos)
Não escrevi isso a toa. Quis chegar a esse importante ponto que trabalho em minha mente desde o fim do curso. Desconstrução do olhar. Desconstrução do hábito, do provável, do esperado... Assim como me coloquei em uma posição diferente do comum em relação a grade, tente pensar como anda sua vida e se essa realidade tem sido posta em prática. Não é meu interesse ficar dando lição de moral, conselhos ou algo do tipo. Gostaria de repassar esse estímulo a outros. Portanto, se você nunca parou para refletir sobre, talvez seja a hora. Comece desconstruindo seu pensamento, estereótipos e repensando aquelas informações que são passadas a você e absorvidas imediatamente. Observe os lugares e valorize as emoções e histórias que neles estão agregadas, assim como em suas amizades e família. A ideia fica cada vez mais incorporada a você e sem perceber você passa a buscar o novo dentro de algo monótono e habitual. O exercício é fácil e colabora para a construção de uma nova e finita vida - até você reconstruí-la e concluir que esse é um dos seus lados positivos.
Playlist da criação
(Para quem tem vontade de conhecer um pouco do que eu escuto, aí vai...)
Sambinha Bom - Mallu Magalhães
Desmentindo a Despedida - Vanguart
Demorou Pra Ser - Vanguart
Por Que Nós - Marcelo Jeneci
Vou Mandar Pastar - 5 a Seco
Elephant Gun - Beirut
Por Botafogo - Cícero
Eu não tenho um barco, disse a árvore - Cícero
Imaginário - Markus Thomas
Oh my love, my love - Paulinho Moska
Por Causa Dela - Passo Torto
Como Nos Meus Sonhos - Phill Veras
Shot - Pitanga em pé de Amora
Translúcidos pedaços de algodão
Que apesar de estarem longe
Confortam os anjos
Translúcidos pedaços de algodão
Que apesar de não forrarem o azul
Constituem o local mais estrelado
Translúcidos pedaços de algodão
Que ao se deslocarem
Dão forma ao mais belo - e iluminado - sorriso
Acalenta corações
Incendeia a paixão
Tão bela sob inúmeras feições
Tão singela sob translúcidos pedaços de algodão
Que apesar de estarem longe
Confortam os anjos
Translúcidos pedaços de algodão
Que apesar de não forrarem o azul
Constituem o local mais estrelado
Translúcidos pedaços de algodão
Que ao se deslocarem
Dão forma ao mais belo - e iluminado - sorriso
Acalenta corações
Incendeia a paixão
Tão bela sob inúmeras feições
Tão singela sob translúcidos pedaços de algodão
6 de outubro de 2013
Escrevi isso há um tempo e agora relendo algumas coisas achei esse escrito e rapidamente liguei uma música a ele. Aperte o play e leia.
De que adianta colocar a cabeça no travesseiro se instantaneamente e instintivamente entrarei em um estado em que não me controlo. Não me imagine em um quarto branco batendo nas paredes porque isso seria o paraíso. Tudo acontece dentro da minha mente com várias salas de cinema onde os filmes passam. A vontade é de assistir a todos ao mesmo tempo. Seu olhar, sua escrita, seu jeito de falar, seu que sou eu. Perco-me em mim mesma nessa frustrante tentativa, enlouquecida utopia. Pego o telefone, penso em te ligar, mas prefiro ver nossas fotos. Questiono-me porque são tão poucas e lembro de como preferíamos gastar nosso tempo com outras coisas. Não se pode mexer no celular dentro do cinema, portanto desligo. Volto a ver as cenas e quero sair desse quadrado escuro. Futuro. Passado que é mais presente do que está acontecendo agora. Deletérias lembranças que não se apagam apesar das diversas tentativas. Já são quase seis horas e a casa já acorda, enquanto isso eu acordo brutalmente e a lágrima é marca de tudo o que aconteceu nessa noite, ou dia? Eu já não sei mais. Vou descansar deitada na cama colocando a cabeça no travesseiro e instantaneamente e instintivamente eu vou te encontrar para contar o que se passou.
28 de setembro de 2013
Corpo manchado
jogado no chão
Estilhaços
de dor e amor
Petrificado ficou
ao ver o outro corpo
sua metade
no relento
ao lado de outro corpo
sedento
Jogou-se
Pintou-se de vermelho
Para mostrar que o amor ressuscitou
No corpo que sobrou
jogado no chão
Estilhaços
de dor e amor
Petrificado ficou
ao ver o outro corpo
sua metade
no relento
ao lado de outro corpo
sedento
Jogou-se
Pintou-se de vermelho
Para mostrar que o amor ressuscitou
No corpo que sobrou
26 de setembro de 2013
O lado bom do aleatório
Quando sobra um tempo entre chegada e partida, provas e trabalhos busco ouvir música. Na verdade ela é que me chama para o seu mundo. Quem se distrai fácil é naturalmente domado pelo som do violão, pandeiro ou bateria. Vou indo e quando vi, adeus leitura. O comum nesses momentos é possuir a vontade de ouvir aquela música ou voz específica. Escolho e aperto o play. O álbum inteiro toca e depois a vida volta ao normal. Nunca fui fã do botão aleatório, sempre acreditei na premissa de que a pior canção iria tocar na hora errada...
Belo dia ativei o misterioso aleatório. Talvez fosse uma dia de sorte. Talvez fosse um dia normal. A primeira música começou e sendo essa a escolhida não havia como decepcionar. Três, quatro minutos e bum! Essa música! Que dia especial ela me lembra! Mais um tempo e toca outra que me faz recordar do inesquecível show. E por aí foi... E por aí vai...
Remediar para que? Se estiver ruim é só passar. Descobri no aleatório um motivo de felicidade. Como um encontro imprevisto com um velho(a) amigo(a), um beijo inesperado e um abraço apertado. Aliás, Tibério Azul comentou há poucos dias sobre a música presente em um abraço apertado, segue o link.
Belo dia ativei o misterioso aleatório. Talvez fosse uma dia de sorte. Talvez fosse um dia normal. A primeira música começou e sendo essa a escolhida não havia como decepcionar. Três, quatro minutos e bum! Essa música! Que dia especial ela me lembra! Mais um tempo e toca outra que me faz recordar do inesquecível show. E por aí foi... E por aí vai...
Remediar para que? Se estiver ruim é só passar. Descobri no aleatório um motivo de felicidade. Como um encontro imprevisto com um velho(a) amigo(a), um beijo inesperado e um abraço apertado. Aliás, Tibério Azul comentou há poucos dias sobre a música presente em um abraço apertado, segue o link.
De aleatório talvez nada ele tenha. Claro que manter músicas que você goste, para momentos bons ou ruins, é essencial. Sua mente controlará a recepção de cada surpresa da melhor forma. Quem sabe seu dia não torna-se mais vivo por conta de uma surpresa musical?
Afinal, música guarda histórias, música guarda vidas!
Afinal, música guarda histórias, música guarda vidas!
24 de setembro de 2013
Durante umas semanas um livro de poesias do Mário Quintana vem me acompanhando. E dele se extrai...
Noturno citadino
Um cartaz luminoso ri no ar.
Ó noite, ó minha nêga
toda acesa
de letreiros!... Pena
é que a gente saiba ler... Senão
tu serias de uma beleza única
inteiramente feita
para o amor dos nossos olhos
Ó noite, ó minha nêga
toda acesa
de letreiros!... Pena
é que a gente saiba ler... Senão
tu serias de uma beleza única
inteiramente feita
para o amor dos nossos olhos
Mário Quintana
Ignore-me se necessário
Indágme-me igualmente
Boca que não se cala
Mente que não para
Absorva-me se for possível
Ame-me igualmente
Indágme-me igualmente
Boca que não se cala
Mente que não para
Absorva-me se for possível
Ame-me igualmente
9 de setembro de 2013
Para não falar de amor, falo de você
Pássaro da sabedoria
Abrigo da esperança
Motivo da melancolia
Escopo da mudança
Para não falar de você, falo de nós
Da lembrança que ficou
Do que nunca existiu
Do seu olhar que me hipnotizou
E do que dele se extraiu
Para não falar de nós, falo de amor
Do pouco que sobrou
De um você, um eu, de nós.
Pássaro da sabedoria
Abrigo da esperança
Motivo da melancolia
Escopo da mudança
Para não falar de você, falo de nós
Da lembrança que ficou
Do que nunca existiu
Do seu olhar que me hipnotizou
E do que dele se extraiu
Para não falar de nós, falo de amor
Do pouco que sobrou
De um você, um eu, de nós.
Instante em que o sol não aparece
Minha mente enobrece
Efêmera disposição
e satisfação
O silêncio da rua
Ruído interno
A leitura está leve
As palavras se contectam
O arranjo invade seu lugar
O sol está por nascer
Entorpecida
Inativa
(13.07.13)
Minha mente enobrece
Efêmera disposição
e satisfação
O silêncio da rua
Ruído interno
A leitura está leve
As palavras se contectam
O arranjo invade seu lugar
O sol está por nascer
Entorpecida
Inativa
(13.07.13)
Circuito de saraus da Baixada Fluminense - RJ
1ª sexta do mês - Sarau V
A partir das 19h - Praça dos Direitos Humanos - Via Light - Nova Iguaçu
1º sábado do mês - Sarau Poetas Compulsivos
A partir das 18h - Espaço Enraizados - Rua Thomas Fonseca, 5008 - Morro Agudo - Nova Iguaçu
2º sábado do mês - Sarau Buraco do Getúlio
A partir das 19h - Bar do Ananias - Rua Floresta Miranda, 48 - Centro - Nova Iguaçu
3º sábado do mês - Sarau Cultural a Flor e o Sabiá
A partir das 18h - Lira de Ouro - Rua José Veríssimo - Vila Meriti - Duque de Caxias
Último sábado do mês - Sarau Donana
A partir das 19h - Centro Cultural Donana - Rua Aguapeí, 197 - Pian - Mesquita
Fonte: http://www.enraizados.com.br/index.php/fenomeno-de-saraus-na-baixada-fluminense-sao-destaque-no-jornal-extra/#sthash.OzgyrXlJ.dpbs
1ª sexta do mês - Sarau V
A partir das 19h - Praça dos Direitos Humanos - Via Light - Nova Iguaçu
1º sábado do mês - Sarau Poetas Compulsivos
A partir das 18h - Espaço Enraizados - Rua Thomas Fonseca, 5008 - Morro Agudo - Nova Iguaçu
2º sábado do mês - Sarau Buraco do Getúlio
A partir das 19h - Bar do Ananias - Rua Floresta Miranda, 48 - Centro - Nova Iguaçu
3º sábado do mês - Sarau Cultural a Flor e o Sabiá
A partir das 18h - Lira de Ouro - Rua José Veríssimo - Vila Meriti - Duque de Caxias
Último sábado do mês - Sarau Donana
A partir das 19h - Centro Cultural Donana - Rua Aguapeí, 197 - Pian - Mesquita
Fonte: http://www.enraizados.com.br/index.php/fenomeno-de-saraus-na-baixada-fluminense-sao-destaque-no-jornal-extra/#sthash.OzgyrXlJ.dpbs
2 de setembro de 2013
Duas
Três horas da manhã
Dois
Três bilhetes e um copo de vinho
Desculpas e injurias
Quatro
Cinco horas da manhã
Quatro
Cinco almofadas ao meu lado
Buraco e vazio esculpido
Só
Solitária de solidão
Eu e o espelho
Os bilhetes, copo de vinho e almofadas
Papéis rasgados, vidro quebrado e você
Três horas da manhã
Dois
Três bilhetes e um copo de vinho
Desculpas e injurias
Quatro
Cinco horas da manhã
Quatro
Cinco almofadas ao meu lado
Buraco e vazio esculpido
Só
Solitária de solidão
Eu e o espelho
Os bilhetes, copo de vinho e almofadas
Papéis rasgados, vidro quebrado e você
29 de agosto de 2013
Rotina
Instante em que o sol não aparece
Minha alma enobrece
Efêmera disposição
e satisfação
O silêncio da rua
Ruído interno
A leitura está leve
As palavras se conectam
O arranjo invade seu lugar
O sol está por nascer
Entorpecida
Inativa
Minha alma enobrece
Efêmera disposição
e satisfação
O silêncio da rua
Ruído interno
A leitura está leve
As palavras se conectam
O arranjo invade seu lugar
O sol está por nascer
Entorpecida
Inativa
22 de agosto de 2013
Sexta-feira
Fica aí que o próximo está por vir
E mais vazio ele estará
Entrei e busquei o ar
De nada me serviu aguardar
Onde você está?
O final não dá para enxergar
Ninguém consegue entrar
107 minutos para chegar
Uma linha liga Urca à Central
Uma poesia para o caos total
Após uma aventura em 12.07.13
E mais vazio ele estará
Entrei e busquei o ar
De nada me serviu aguardar
Onde você está?
O final não dá para enxergar
Ninguém consegue entrar
107 minutos para chegar
Uma linha liga Urca à Central
Uma poesia para o caos total
Após uma aventura em 12.07.13
20 de agosto de 2013
Instante
Exaspero-me quando elas não vêm
Um buraco no peito
Uma página em branco
Um relâmpago
Susto
Brusco
Concentração
Cria ação
Criação
(14.07.13)
Um buraco no peito
Uma página em branco
Um relâmpago
Susto
Brusco
Concentração
Cria ação
Criação
(14.07.13)
19 de agosto de 2013
Tantos postes
Tantos fios
Suplico uma mudança,
uma esperança
Para que tantas ligações,
se eu e você estamos desconectados?
Tantos fios
Suplico uma mudança,
uma esperança
Para que tantas ligações,
se eu e você estamos desconectados?
13 de agosto de 2013
Re nova ação
Na virada do ano são diversas as promessas e comprometimentos que as pessoas fazem. Quando passei para a faculdade não imagina que com o início dela poderia abrir minha mente de tal maneira a querer aprender mais e mais. Me coloquei em uma situação similar de quem no dia 1º de janeiro pula as sete ondas. Todas minhas leituras que ficaram incompletas pelos caminhos do Ensino Médio deveriam ser terminadas a partir de agora. Não era porque eu não gostava de ler que eu as abandonava. Eu sempre gostei e espero que esse gosto permaneça até os últimos dias de minha vida, mas eram sempre desculpas como semanas de teste e prova que me desestimulavam e tomavam o tempo.
Tudo isso para dizer que me encaminho para a conclusão da primeira leitura que ficou perdida no tempo. É um livro de crônicas e ele engloba minha paixão pelo Centro do Rio. A alma encantadora das ruas de João do Rio, pseudônimo de Paulo Barreto. Já havia começado a ler e gostado muito até onde havia chegado. Ele permite uma viagem através de uma perspectiva de um período bem diferente. Os textos contidos no livro foram publicado entre 1904 e 1907, momento em que o Rio de Janeiro ainda era capital federal. É bom andar naquelas ruas e imaginar todas as transformações e movimentos históricos que lá aconteceram, acontecem e acontecerão. A rua está lá e sempre será palco para os tatuadores, os músicos ambulantes, os mercadores de livros entre outras pequenas profissões como ele cita em suas crônicas, assim como para a miséria, muito retratada. Encantadora, já estava escrito no título. Para quem gosta de história, da cidade e de observar as pequenas ações cotidianas o livro é uma boa pedida.
No final das contas não tenho domínio literário para analisar de forma mais crítica, mas não é minha intenção no momento. Nunca é tarde para resgatar aquele livro que ficou pela metade, ele pode conter uma narrativa surpreendente que talvez mude seu olhar, quem sabe sobre a rua. Fica o convite. O livro está disponível nesse link.
"Eu fui um pouco esse tipo complexo, e, talvez por isso, cada rua é para mim um ser vivo e imóvel."
( A alma encantadora das ruas - João do Rio - P. 33)
Tudo isso para dizer que me encaminho para a conclusão da primeira leitura que ficou perdida no tempo. É um livro de crônicas e ele engloba minha paixão pelo Centro do Rio. A alma encantadora das ruas de João do Rio, pseudônimo de Paulo Barreto. Já havia começado a ler e gostado muito até onde havia chegado. Ele permite uma viagem através de uma perspectiva de um período bem diferente. Os textos contidos no livro foram publicado entre 1904 e 1907, momento em que o Rio de Janeiro ainda era capital federal. É bom andar naquelas ruas e imaginar todas as transformações e movimentos históricos que lá aconteceram, acontecem e acontecerão. A rua está lá e sempre será palco para os tatuadores, os músicos ambulantes, os mercadores de livros entre outras pequenas profissões como ele cita em suas crônicas, assim como para a miséria, muito retratada. Encantadora, já estava escrito no título. Para quem gosta de história, da cidade e de observar as pequenas ações cotidianas o livro é uma boa pedida.
No final das contas não tenho domínio literário para analisar de forma mais crítica, mas não é minha intenção no momento. Nunca é tarde para resgatar aquele livro que ficou pela metade, ele pode conter uma narrativa surpreendente que talvez mude seu olhar, quem sabe sobre a rua. Fica o convite. O livro está disponível nesse link.
"Eu fui um pouco esse tipo complexo, e, talvez por isso, cada rua é para mim um ser vivo e imóvel."
( A alma encantadora das ruas - João do Rio - P. 33)
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Veja só - Tibério Azul
"Eu comprei uma bike, uma Caloi colorida. Fiquei sem grana, porém pedalo o mundo, sinto a rua..."
7 de agosto de 2013
Máscara
Iludida ambição
Falsa sensação
O desejo do muito
Mas o pouco não se tem
Suficiente não é ter
É entender
Esmiuçar e deglutir
Falsa alucinação
Iludida personificação
(13.07.2013)
Falsa sensação
O desejo do muito
Mas o pouco não se tem
Suficiente não é ter
É entender
Esmiuçar e deglutir
Falsa alucinação
Iludida personificação
(13.07.2013)
4 de agosto de 2013
Reciprocidade
Ela escrevia sentada aguardando o ônibus. Mil coisas na cabeça e ligada em tudo que acontecia a sua volta. Passa outro ônibus. Vêm dois e param juntos. Do momento que triste ela fica por não serem o seu. Ela sempre olha para os passageiros, gosta de observar as pessoas e dessa vez não foi diferente. Lá no final ele a olhava com um fone de ouvido e uma bonita barba. Reciprocidade de olhar. Os ônibus iam retornando ao seu caminho e um vendaval de poeira se instalou. Ela que estava na rua sentiu cada grãozinho nos seus olhos e abriu um sorriso de vergonha daquela situação. Ele continuava a olhando e passou a rir junto. Reciprocidade de sorriso. Ela mais envergonhada ficou. Parecia que o transporte não iria mais andar, mas era só sensação. O seu olhar seguia o dele e ele com um semblante de foi bom enquanto durou se despedia com um contido e sorridente tchau. Ela continuava escrevendo sentada com o olhar perdido - e a mente também.
"Olha pra junto dos meus pés, você consegue reparar o tempo de nós dois. E ver assim como se dança o passo é feito de esperança. Espero amar depois"
A Visita - Silva
1 de agosto de 2013
Passado mais que presente
Lembro que na 5º série, atual 6º ano, ganhei meu primeiro computador e nele arriscava os primeiros versos. No bloco de notas escrevia o que na época chamava de poesia, as quais eram guardadas em uma pasta assim intitulada.
Sete anos se passaram e agora me proponho a retomar. O agora não é agora literalmente, ele foi, está sendo e será. Se nesse período eu escrevia não há dúvidas, mas ficou por aí solto no vento. O que não é mais meu propósito - senti falta do que eu havia escrito.
Então que fique mais um registrado:
Bastam meias palavras
poucas palavras
Eu e você
silêncio.
Sete anos se passaram e agora me proponho a retomar. O agora não é agora literalmente, ele foi, está sendo e será. Se nesse período eu escrevia não há dúvidas, mas ficou por aí solto no vento. O que não é mais meu propósito - senti falta do que eu havia escrito.
Então que fique mais um registrado:
Bastam meias palavras
poucas palavras
Eu e você
silêncio.
30 de julho de 2013
Gader náu-seas e ilusões
Leio o livro como um remédio
Oblitero minha amargura
E a cura?
Olhe as páginas rasgadas
Elas denotam over e doses
E a luta?
De oito em oito horas o ciclo se repete
E transcende
Como se a última página fosse apensa o início
(08.07.13)
Leio o livro como um remédio
Oblitero minha amargura
E a cura?
Olhe as páginas rasgadas
Elas denotam over e doses
E a luta?
De oito em oito horas o ciclo se repete
E transcende
Como se a última página fosse apensa o início
(08.07.13)