13 de agosto de 2013

Re nova ação

    Na virada do ano são diversas as promessas e comprometimentos que as pessoas fazem. Quando passei para a faculdade não imagina que com o início dela poderia abrir minha mente de tal maneira  a querer aprender mais e mais. Me coloquei em uma situação similar de quem no dia 1º de janeiro pula as sete ondas. Todas minhas leituras que ficaram incompletas pelos caminhos do Ensino Médio deveriam ser terminadas a partir de agora. Não era porque eu não gostava de ler que eu as abandonava. Eu sempre gostei e espero que esse gosto permaneça até os últimos dias de minha vida, mas eram sempre desculpas como semanas de teste e prova que me desestimulavam e tomavam o tempo.

    Tudo isso para dizer que me encaminho para a conclusão da primeira leitura que ficou perdida no tempo. É um livro de crônicas e ele engloba minha paixão pelo Centro do Rio. A alma encantadora das ruas de João do Rio, pseudônimo de Paulo Barreto. Já havia começado a ler e gostado muito até onde havia chegado. Ele permite uma viagem através de uma perspectiva de um período bem diferente. Os textos contidos no livro foram publicado entre 1904 e 1907, momento em que o Rio de Janeiro ainda era capital federal. É bom andar naquelas ruas e imaginar todas as transformações e movimentos históricos que lá aconteceram, acontecem e acontecerão. A rua está lá e sempre será palco para os tatuadores, os músicos ambulantes, os mercadores de livros entre outras pequenas profissões como ele cita em suas crônicas, assim como para a miséria, muito retratada. Encantadora, já estava escrito no título. Para quem gosta de história, da cidade e de observar as pequenas ações cotidianas o livro é uma boa pedida.
 
    No final das contas não tenho domínio literário para analisar de forma mais crítica, mas não é minha intenção no momento. Nunca é tarde para resgatar aquele livro que ficou pela metade, ele pode conter uma narrativa surpreendente que talvez mude seu olhar, quem sabe sobre a rua. Fica o convite. O livro está disponível nesse link.

"Eu fui um pouco esse tipo complexo, e, talvez por isso, cada rua é para mim um ser vivo e imóvel."
                                           ( A alma encantadora das ruas - João do Rio - P. 33)

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