6 de outubro de 2013


Escrevi isso há um tempo e agora relendo algumas coisas achei esse escrito e rapidamente liguei uma música a ele. Aperte o play e leia. 



    De que adianta colocar a cabeça no travesseiro se instantaneamente e instintivamente entrarei em um estado em que não me controlo. Não me imagine em um quarto branco batendo nas paredes porque isso seria o paraíso. Tudo acontece dentro da minha mente com várias salas de cinema onde os filmes passam. A vontade é de assistir a todos ao mesmo tempo. Seu olhar, sua escrita, seu jeito de falar, seu que sou eu. Perco-me em mim mesma nessa frustrante tentativa, enlouquecida utopia. Pego o telefone, penso em te ligar, mas prefiro ver nossas fotos. Questiono-me porque são tão poucas e lembro de como preferíamos gastar nosso tempo com outras coisas. Não se pode mexer no celular dentro do cinema, portanto desligo. Volto a ver as cenas e quero sair desse quadrado escuro. Futuro. Passado que é mais presente do que está acontecendo agora. Deletérias lembranças que não se apagam apesar das diversas tentativas. Já são quase seis horas e a casa já acorda, enquanto isso eu acordo brutalmente e a lágrima é marca de tudo o que aconteceu nessa noite, ou dia? Eu já não sei mais. Vou descansar deitada na cama colocando a cabeça no travesseiro e instantaneamente e instintivamente eu vou te encontrar para contar o que se passou.

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