Na virada do ano são diversas as promessas e comprometimentos que as pessoas fazem. Quando passei para a faculdade não imagina que com o início dela poderia abrir minha mente de tal maneira a querer aprender mais e mais. Me coloquei em uma situação similar de quem no dia 1º de janeiro pula as sete ondas. Todas minhas leituras que ficaram incompletas pelos caminhos do Ensino Médio deveriam ser terminadas a partir de agora. Não era porque eu não gostava de ler que eu as abandonava. Eu sempre gostei e espero que esse gosto permaneça até os últimos dias de minha vida, mas eram sempre desculpas como semanas de teste e prova que me desestimulavam e tomavam o tempo.
Tudo isso para dizer que me encaminho para a conclusão da primeira leitura que ficou perdida no tempo. É um livro de crônicas e ele engloba minha paixão pelo Centro do Rio. A alma encantadora das ruas de João do Rio, pseudônimo de Paulo Barreto. Já havia começado a ler e gostado muito até onde havia chegado. Ele permite uma viagem através de uma perspectiva de um período bem diferente. Os textos contidos no livro foram publicado entre 1904 e 1907, momento em que o Rio de Janeiro ainda era capital federal. É bom andar naquelas ruas e imaginar todas as transformações e movimentos históricos que lá aconteceram, acontecem e acontecerão. A rua está lá e sempre será palco para os tatuadores, os músicos ambulantes, os mercadores de livros entre outras pequenas profissões como ele cita em suas crônicas, assim como para a miséria, muito retratada. Encantadora, já estava escrito no título. Para quem gosta de história, da cidade e de observar as pequenas ações cotidianas o livro é uma boa pedida.
No final das contas não tenho domínio literário para analisar de forma mais crítica, mas não é minha intenção no momento. Nunca é tarde para resgatar aquele livro que ficou pela metade, ele pode conter uma narrativa surpreendente que talvez mude seu olhar, quem sabe sobre a rua. Fica o convite. O livro está disponível nesse link.
"Eu fui um pouco esse tipo complexo, e, talvez por isso, cada rua é para mim um ser vivo e imóvel."
( A alma encantadora das ruas - João do Rio - P. 33)
13 de agosto de 2013
Veja só - Tibério Azul
"Eu comprei uma bike, uma Caloi colorida. Fiquei sem grana, porém pedalo o mundo, sinto a rua..."
7 de agosto de 2013
Máscara
Iludida ambição
Falsa sensação
O desejo do muito
Mas o pouco não se tem
Suficiente não é ter
É entender
Esmiuçar e deglutir
Falsa alucinação
Iludida personificação
(13.07.2013)
Falsa sensação
O desejo do muito
Mas o pouco não se tem
Suficiente não é ter
É entender
Esmiuçar e deglutir
Falsa alucinação
Iludida personificação
(13.07.2013)
4 de agosto de 2013
Reciprocidade
Ela escrevia sentada aguardando o ônibus. Mil coisas na cabeça e ligada em tudo que acontecia a sua volta. Passa outro ônibus. Vêm dois e param juntos. Do momento que triste ela fica por não serem o seu. Ela sempre olha para os passageiros, gosta de observar as pessoas e dessa vez não foi diferente. Lá no final ele a olhava com um fone de ouvido e uma bonita barba. Reciprocidade de olhar. Os ônibus iam retornando ao seu caminho e um vendaval de poeira se instalou. Ela que estava na rua sentiu cada grãozinho nos seus olhos e abriu um sorriso de vergonha daquela situação. Ele continuava a olhando e passou a rir junto. Reciprocidade de sorriso. Ela mais envergonhada ficou. Parecia que o transporte não iria mais andar, mas era só sensação. O seu olhar seguia o dele e ele com um semblante de foi bom enquanto durou se despedia com um contido e sorridente tchau. Ela continuava escrevendo sentada com o olhar perdido - e a mente também.
"Olha pra junto dos meus pés, você consegue reparar o tempo de nós dois. E ver assim como se dança o passo é feito de esperança. Espero amar depois"
A Visita - Silva
1 de agosto de 2013
Passado mais que presente
Lembro que na 5º série, atual 6º ano, ganhei meu primeiro computador e nele arriscava os primeiros versos. No bloco de notas escrevia o que na época chamava de poesia, as quais eram guardadas em uma pasta assim intitulada.
Sete anos se passaram e agora me proponho a retomar. O agora não é agora literalmente, ele foi, está sendo e será. Se nesse período eu escrevia não há dúvidas, mas ficou por aí solto no vento. O que não é mais meu propósito - senti falta do que eu havia escrito.
Então que fique mais um registrado:
Bastam meias palavras
poucas palavras
Eu e você
silêncio.
Sete anos se passaram e agora me proponho a retomar. O agora não é agora literalmente, ele foi, está sendo e será. Se nesse período eu escrevia não há dúvidas, mas ficou por aí solto no vento. O que não é mais meu propósito - senti falta do que eu havia escrito.
Então que fique mais um registrado:
Bastam meias palavras
poucas palavras
Eu e você
silêncio.