O infinito do pôr do sol naquela estrada me
fazia pensar no infinito de estradas que haviam em mim. Queria tanto chegar no
ponto onde todas se cruzam para saber o destino delas. Enquanto cruzo cada uma com sóis amarelados, chuvas de granizo e céus estrelados, sigo atenta e
forte a cada obstáculo que se apresenta. Dos tantos quebra-molas que já passei
e dos tantos outros que vou passar, da redução da velocidade e daquelas brechas
que a liberdade se realiza da melhor forma, sigo reto sem fim, ao encontro do
sol. Tão quente e tão presente, como um abraço que faltava ao percorrer essas estradas só. Mas ainda há forças para percorrer cada uma e extrair algo novo nelas. A esperança, a resiliência e principalmente a paciência por saber que em cada estrada há algo novo a descobrir. E nada como aprender e ser mais forte para cruzar novas estradas e caminhos (da vida).
Julho 2016
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