18 de dezembro de 2013

Antagonismo

    Enquanto desembaraçava as pontas do cabelo, você do outro lado da cama dizia que estava tudo bem. As recordações já se foram -para um lugar secreto, porque se elas desaparecessem, ah, quão mais bela a vida seria! Você está no nono copo e ainda acha que tudo esta bem. Bem mal, talvez você tentasse dizer, pena que não sabe se expressar direito. Tão cheio de vazio, anulava qualquer esperança de um ser, e eu não sei o que fui achar em você. Já bastava um olhar seu para o meu despedaçar e eu desacreditar em mim por acreditar em você. Deitei e no silêncio busquei razões para a felicidade. Seus carinhos, tão raros mas intensos, tocaram meu corpo de uma forma tão real que abri os olhos. Ilusão de iludida. Fechei-os e retornei a pensar no início, me dei conta que há um mês te conheci, e o que você faz aqui? Se eu soubesse quem sou eu consideraria essa pergunta justa, mas se eu não sei quem eu sou, para que saber quem você é? Necessidade de necessitada. Mas se eu deixasse isso passar seria cheia de vazio, como você, e de nada teria adiantado pensar nisso tudo. Parece que eu voltava ao início. Ah, a iludida cheia de necessidade. Vazia de amor, mas cheia de amor guardado para quando estiver cheia de vazio. Iludida necessidade de amor.

2 comentários:

Unknown disse...

o melhor até agora.

:)

Maria Clara Matos disse...

Obrigada Mauricio! Sempre presente, valeu pelo apoio.. (:

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