A história começa quando uma das situações que mais me deixa feliz nessa vida é descobrir que algum(a) cantor/cantora/banda que eu goste fará show em data e local acessíveis. O que provoca a possibilidade de decepção, na mesma proporção da felicidade, caso eu não vá. Partindo do pressuposto que o mês de maio será o mais preenchido de amor em forma de som junto a reflexão sobre o papel da música, para mim, em um filme, venho escrever. Apenas o fim, de Matheus Souza. Não me cabe contar a história do filme aqui, muito menos avaliá-lo. Basta dizer que até o final o filme me parecia ok, nada de extraordinário, mas com uma história que acabou me envolvendo até lá - alguns sabem da minha dificuldade. Certamente levou a algumas reflexões e imaginações, principalmente na cena da despedida, e das que proporcionaram ela. Mas o que colocou uma faca no coração ou fez o chão desmoronar foi quando a música "Pois é" começou a tocar. Pois é... Junto as cenas que passavam ao mesmo tempo, foi um elo de todo o filme e fez com que a história tivesse um ar mais sentimental e mais triste, mesmo não tendo isso tão marcante ao longo do tempo. Somos todos diferentes e aí está a graça, mas caso você seja daqueles(as) que se deixa levar e ser tocado(a) pela música, talvez compartilhe essa sensação ao ver o filme. E quanto ao motivo disso, a música, ela continua por ai, marcando e eternizando momentos - algumas vezes mais (intensamente e humanamente) que a fotografia. E que fique a vontade de ouvi-la mais e permitir-se envolver mais ainda.
"Avisa que é de se entregar o viver" (Música: Pois é - Los Hermanos)
"Esse é só o fim. O que realmente importa já foi feito. A gente já teve nossos momentos especiais. E é isso que importa no fim. Ter alguma coisa pra lembrar, alguma coisa pra nunca esquecer, alguma coisa que não tem fim." (Filme: Apenas o fim - Matheus Souza)
2 de maio de 2014
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